O agachamento é um ótimo exercício. Deveria ser rotina obrigatória para todos, dentro ou fora da academia, livre, na máquina ou apoiado na parede. O importante é agachar!
A dúvida é: precisa fazer o movimento completo, quebrar a paralela, chegar com o glúteo próximo ao calcanhar?
Nesse post vou te ajudar a decidir se o movimento completo é ou não o ideal para você.

Vantagens e benefícios do movimento completo.


O movimento completo trabalha com uma maior amplitude de movimento, por isso ativa mais e trabalha melhor toda a musculatura envolvida no exercício e permite resultados melhores.

Desvantagens e riscos


Nem todo mundo tem a condição física necessária para executar o movimento completo. Limitação de mobilidade do quadril ou do tornozelo, por exemplo, são algumas condições que podem impedir o agachamento profundo. Para algumas pessoas essas limitações podem ser trabalhadas, de forma a permitir que o movimento seja executado em sua totalidade. Para outras, pode ser que nunca seja possível.
Além disso, o agachamento realizado com amplitudes de movimento maiores força o joelho a trabalhar em maior grau de flexão. Isso causa aumento da compressão patelofemoral e da sobrecarga sobre os meniscos. Se você tem o joelho saudável e não tem dor, sem problemas. Mas para algumas pessoas pode ser melhor evitar uma sobrecarga não tão necessária.

Compensando agachamentos incompletos


É verdade que os maiores benefícios do agachamento serão alcançados fazendo o movimento completo. Mas, no caso de se optar por movimentos mais curtos, é possível compensar essa diminuição da amplitude do movimento com aumento de carga, de séries ou número de repetições, diminuição da velocidade de execução (cadência) e adição de exercícios complementares.

Você precisa fazer o agachamento profundo?


Para algumas pessoas não existe muita alternativa, o agachamento profundo é quase uma obrigação. Para um nadador competitivo em que centésimos de segundo perdidos na virada podem fazer muita diferença, não tem jeito. Para um competidor de jiu-jitsu ou “wrestling” em que se fica muito tempo trabalhando agachado ou de joelho, não tem jeito. Para um praticante de levantamento de peso olímpico ou um competidor de concurso fitness ou fisioculturismo, talvez também seja necessário fazer o movimento completo.
Já para um praticante de atividade física recreativa, mais preocupado com qualidade de vida e melhora da saúde o benefício de um agachamento completo pode não se justificar frente aos riscos impostos.

Como decidir se você deve ou não fazer o agachamento completo?


Defina seus objetivos e metas. Converse com os profissionais (professor de educação física, fisioterapeuta e médico) responsáveis por te ajudar a cuidar da sua saúde. Pese riscos e benefícios de fazer o agachamento com movimento completo ou parcial.

Essa mesma lógica serve para decidir a amplitude de movimento de outros exercícios como “leg-press” e variações do supino, por exemplo.

Para pacientes que não tenham apenas condromalácia, mas sim uma lesão condral verdadeira, pode ser que seja necessário evitar alguns ângulos de agachamento para proteger a região lesada.

Se você tem dor anterior no joelho ou condromalácia eu posso te ajudar. Agende a sua consulta!