Estamos envelhecendo mais. Na década de 1940, a média de vida do brasileiro era de 45,4 anos e, em 2017, chegou aos 76 anos. Precisamos, agora, focar em envelhecer melhor – e isso inclui atividades físicas também durante a terceira idade.

Os números do Ministério da Saúde impressionam:

  • Hoje, os idosos representam 14,3% dos brasileiros – são em 29 milhões;
  • Em 2030, a quantidade de idosos vai ultrapassar a de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos.

Ou seja, se tivermos sorte, vamos todos compor esse índice, mas realmente é preciso fazê-lo com saúde ou qualidade de vida, ou o que poderia ser um bom e tranquilo período de nossa vivência se tornará um momento de dor, chateações e até de sobrevivência, o que ninguém quer.

Condições evitáveis são as que mais matam

O mesmo Ministério da Saúde afirma:

  • 25,1% dos idosos têm diabetes;
  • 18,7% são obesos;
  • 57,1% têm hipertensão;
  • 66,8% têm excesso de peso. 

Todas essas condições são responsáveis por mais de 70% das mortes do País.

Podemos evitar? Sim – com boa alimentação, acompanhamento médico frequente e com a prática de atividades físicas.

Estamos falando aqui de atividades de baixo impacto, como hidroginástica e alongamento? Não exatamente.

Pegando pesado

Segundo nosso geriatra, Dr. Natan Chehter, os idosos não apenas podem, mas devem pegar pesado, sempre com acompanhamento profissional. Em recente entrevista ao portal Viva Bem do UOL, ele afirmou: “Atividades que envolvam peso, força e resistência, como musculação, em médio e longo prazo reduzem dores articulares, aumentam a massa magra (evitando a sarcopenia) e previnem doenças cardiovasculares”. A reportagem lembra que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda ao menos 150 minutos de atividade leve a moderada por semana – e aqui vale somar andar até o comércio do bairro ao invés de dirigir, trocar o elevador pelas escadas ou fazer caminhadas regulares.

atividades físicas

E por quê? Além de perder peso e aumentar a massa magra – ficando, assim, longe da obesidade, diabetes, hipertensão e colesterol alto, os vilões citados no início do texto -, as atividades físicas propiciam mais segurança e equilíbrio, evitando quedas e fraturas. Também, liberam substâncias que trazem a sensação de bem-estar, ajudando a combater a depressão.

Entre outras questões para o bem envelhecer, Dr. Natan aponta na matéria a importância de dormir bem: “Apesar do período de sono no idoso ser mais reduzido, não quer dizer que ele pode ser prejudicado”. E aqueles que enfrentam dificuldades com insônia ou apneia, por exemplo, devem buscar ajuda médica.

A medicina, seus medicamentos e tratamentos estão, de fato, possibilitando a longevidade. Cabe a nós buscarmos qualidade de vida também nesse período, para que a terceira idade seja o sonhado período de descanso, com lazer e tranquilidade, e longe dos sustos e das emergências.