Com o fim da quarentena se aproximando muitas pessoas começam a planejar o retorno as atividades físicas. Algumas delas buscam apenas uma forma de lazer e promoção de qualidade de vida; outras, com o espírito mais competitivo, estão constantemente lutando por superação, seja melhorando suas marcar pessoais, seja melhorando seu desempenho nas competições. Diferente do que muitos pensam, treinar com a maior intensidade possível com o maior volume suportado não é o melhor caminho para a evolução esportiva. Ao contrário, essa forma de treinamento, além de prejudicar a melhora do desempenho, ainda favorece a ocorrência de lesões. Para contornar esse problema e adequar a carga de treino ideal para cada pessoa conforme seus objetivos existe a periodização de treinamento. O Brasil tem o exemplo de um atleta olímpico que possivelmente falhou na periodização e deixou de ganhar medalhas nas Olimpíadas de Pequim em 2008.

O nadador Thiago Pereira foi destaque dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro em 2007 ao igualar o recorde de medalhas conquistadas em uma mesma edição dos jogos de Silvia Poll, nadadora costa-riquenha que também subiu ao pódio por 8 vezes nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis em 1987. Ainda em 2007, antes do Pan, Thiago nadou o Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, em Melbourne, seu desempenho em todas as provas em que nadou tanto no Mundial quanto no Pan melhorou. Após o Pan, Thiago participou de duas etapas da Copa do Mundo de Piscina Curta, Estocolmo-2007 e Berlim-2007, em ambas conseguiu ótimos desempenhos, conquistando muitos ouros e recordes.

Tudo fazia crer que Thiago Pereira estava em uma trajetória ascendente e chegaria a Pequim pronto para brigar por medalhas, mas infelizmente não foi o que aconteceu, e para muitos ficou a decepção. O nadador melhorou um pouco sua marca dos 200m peito, mas não conseguiu igualar seu melhor desempenho nos 200m medley e 400m medley, dizia estar cansado, optou por não integrar a equipe brasileira de revezamento 4x200m livre. Não subiu ao pódio nenhuma vez.

Curiosamente, no ano seguinte, em 2009, ele voltou a melhorar seus desempenhos e marcas. O tempo de 1:55.55 alcançado nos 200m medley em 2009 seria suficiente para garantir a medalha de prata em Pequim, e o tempo de 4:08.86 nos 400m medley em 2009 o colocaria firme na disputa pelo bronze na Olimpíada do ano anterior.

Claro que quando se trata do altíssimo nível de atletas olímpicos qualquer mínimo detalhe é muito importante e pode ser a diferença entre a glória do pódio e o suposto fracasso de não ter a performance esperada. Mas no caso em questão, nunca houve qualquer suspeita de lesão, doença, ou problemas pessoais que pudessem estar prejudicando o atleta. Ele apenas não teve o pico de performance no momento ideal, e quando isso acontece, qualquer pessoa que tenha um pouco mais de vivência no esporte pensa imediatamente em falha da periodização.

Provavelmente você não almeja ser atleta olímpico, mas para você a periodização também pode ajudar a conquistar seus objetivos da melhor maneira. Já pensou em procurar alguém para te ajudar? Estamos aqui para isso.

 Mundial FINA, 2007 – MelbournePan, 2007 – RJCopa do Mundo, 2007 – Estocolmo (piscina curta)Copa do Mundo, 2007 – Berlim (piscina curta)Pequim, 2008Desempenho 2009
100 m costas55,30 s54,75 s – Bronze    
200m peito 2:13,51 min – Ouro  2:11,40 min 
4x 100m livre50,13* s     
4x 200m livre1:49,24*1:48,63* – Ouro  Preferiu não nadar 
100m medley  52,97 s – Ouro1,252,42 s – Ouro1,2  
200m medley1:58,651:57,79 – Ouro1:55,08 – Ouro1,21:53,14 – Ouro1,31:58,061:55,55
400m medley 4:11,14 – Ouro4:06,30 – Ouro1,24:00,634:11,7444:08,86

1: Melhor marca

2: recorde Sulamericano

3: recorde mundial

4: desempenho da final foi pior 4:14,40

* parcial individual