“Overtraining” é uma causa comum de cansaço persistente entre atletas que treinam muito, sejam eles profissionais ou amadores. Além de prejudicar o desempenho do atleta, ainda favorece o surgimento de lesões e outras doenças. Por isso, estar atento a ele é tão importante.
O “overtraining” pode se manifestar de diversas formas (cansaço, piora de desempenho, alterações neuroendócrinas, da imnunidade e do humor, por exemplo) e não tem o diagnóstico tão fácil em sua fase inicial, o que leva atleta e equipe que o auxilia a perceber o problema tarde demais, às vezes.
Essa condição depende da associação de sobrecarga de treino com condições inadequadas de recuperação (supercompensação) por períodos prolongados. Alguns fatores que podem ajudar a identificar esse problema são, entre outros:
• piora do desempenho, a despeito do treinamento
• piora da eficiência biomecânica
• diminuição do limiar de lactato
• aumento da frequência cardíaca ao acordar pela manhã e da pressão arterial sistêmica
• diminuição da frequência cardíaca máxima
• diminuição dos níveis de ferritina
• aumento do cortisol e diminuição da testosterona
• aumento da incidência de doenças, principalmente de vias aéreas superiores
• dores musculares
• perda de massa muscular
• apatia
• depressão
• falta de motivação
• distúrbios do apetite e do sono
Apesar das diversas alterações que o “overtraining” pode causar, provavelmente o melhor método de monitorar o excesso de treinamento é a autoavaliação frequente dos atletas quanto a níveis de estresse, cansaço, desconforto muscular, qualidade do sono, irritabilidade e percepção de esforço durante os treinamentos, doenças e alteração do ciclo menstrual.
A prevenção do “overtraining” depende principalmente do balanço correto entre carga de treino e recuperação. E, claro, atenção dos profissionais envolvidos no cuidado do atleta para fazer o diagnóstico precoce e evitar maiores complicações.
Uma vez que o problema foi diagnosticado, está indicada a interrupção completa dos treinamentos, de alguns dias até meses (a depender da gravidade), e que o atleta durma o máximo possível por alguns dias sem se preocupar com a periodização ou próximas competições. Cuidado com a alimentação, ingestão de líquidos e suporte psicológico também fazem parte do tratamento.
É importante se atentar que nem sempre que o atleta apresenta uma condição de fadiga crônica o “overtraining” é o culpado. Outras condições como doenças infecciosas, ingestão insuficiente de carboidratos ou proteínas, deficiência de ferro e vitaminas, desidratação, uso de medicações, gestação e outras doenças sistêmicas podem se manifestar de forma semelhante. Por isso é importante ter o acompanhamento e a avaliação de um profissional capacitado.
Se você está treinando e ainda não teve problemas, procure alguém para te auxiliar antes que eles surjam.


Se você já teve alguma lesão, não deixe de buscar um especialista.

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